Impactos psicológicos da quarentena nas crianças e a OMS

Impactos psicológicos da quarentena nas crianças e a OMS

As crianças não vão responder todas da mesma maneira a esta situação que estamos a viver. É sempre bom lembrar.

O impacto psicológico da quarentena nas crianças, depende, em grande parte das experiências que ela teve.

As circunstâncias sociais da família, são também um fator a ter em conta, até porque ditam grande parte dessas vivencias.

O grau do impacto depende de vários fatores. A reflexão sobre esses fatores, é fundamental para os Educadores que desejam estar preparados:

  • Envolvimento direto com casos de infeção, direta ou indiretamente
  • Evento traumático anterior à pandemia
  • Ideia de que a criança, ou alguém próximo pode morrer
  • Perda de um membro da família, amigo ou animal de estimação
  • Exposição aos meios de comunicação

Até por esta multiplicidade de fatores, como Pais e Educadores, cabe-nos ter uma resposta adequada. Nas famílias, por exemplo, há que reforçar os relacionamentos e a comunicação. A inércia é tramada…temo que uma família em isolamento (que devia ser apenas distanciamento), tenda a manter o isolamento, o que não é bom para as crianças.

Também há que relembrar os Pais: As crianças conseguem captar as informações com muita facilidade. Um televisor sempre ligado “no tal canal” das desgraças, obviamente que é prejudicial.

Há outros dois fatores importantes a ter em conta nesta altura. Os recursos familiares não são iguais para todas as crianças.

Por outro lado, as condições da comunidade onde se encontram, podem também contribuir, pelas condições (ou ausência delas), para a redução dos impactos psicológicos da quarentena, ou, pelo contrário, agravar esses impactos.

Como Educadores formais, estando atentos a estes fatores, estamos a ajudar a criança. As crianças. As crianças todas.

A OMS

A OMS não tem provas de contágio através de superfícies e objetos…

No entanto, a mesma OMS, sugere que se continuem todos os cuidados, ou seja, a organização mundial de saúde diz que “mantém a recomendação a favor da desinfeção de superfícies e objetos.”. E são estes os tempos que vivemos. Incerteza.

Sempre com olho nas fontes oficiais que nos habituámos a respeitar (como a OMS), devemos continuar a refletir sobre as nossas ações. Temos que abraçar a incerteza, mas sem perder de vista as outras certezas que temos.

Para mim, há uma OMS complementar. Otimismo. Motivação. Sensibilidade.

Esta tríade, junto com as indicações médicas, completam o estado de espírito que devemos ter.